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17/07/2018 - 6 dicas para ensinar crianças a gastar, poupar e investir

 

A falta de habilidade em lidar com o dinheiro e com o próprio orçamento é uma falha encontrada na orientação dos pais para os filhos, essa é a premissa que resulta da pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SCPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Como resultado, ela indica que quase metade (45%) dos brasileiros não controla as próprias finanças, 31%, é insegura para lidar com dinheiro e 34% deixam de cuidar das finanças por indisciplina.

A educação financeira é um dos tópicos fundamentais para a condução dos filhos a uma vida sem percalços, com menos dívidas e mais segurança para realizar seus planos e garantir um futuro mais tranquilo. Especialistas recomendam que os pais comecem cedo a mostrar aos filhos a importância de saber como lidar com o dinheiro, mesmo que ele não seja a coisa mais importante da vida.

Pensando na educação financeira como um fator importante na vida das crianças, pontuamos algumas dicas para as famílias conversarem sobre orçamento e dinheiro.

1) Um bem limitado

Uma boa estratégia para orientar os filhos pequenos, quando o assunto é lidar com dinheiro, é orientar desde cedo que se trata de um item limitado, e que escolhas precisam ser feitas com cuidado, pois cada uma delas, uma vez feitas, terá consequências. Nesse sentido, não basta dar dinheiro de maneira aleatória ou mesada à criança, sendo necessário guiá-la sobre suas opções.

 

2) Aprendendo a importância do autocontrole e das escolhas

Nesse caso, exemplificamos a situação como se você estivesse passeando no shopping com o seu filho e resolvesse liberar para ele a “semanada”.

Ao ver uma loja de doces, a primeira reação da criança costuma ser de gastar tudo com as guloseimas. No entanto, antes de ele fazer essa escolha, é importante mostrar que ela tem opções. Nesse caso, uma alternativa seria, no lugar de gastar de uma vez tudo o que ganhou, reservar uma parte para poder comprar um brinquedo ou outra coisa mais cara em que ela tenha demonstrado interesse.

 

3) Orientação precisa ser simples e pode começar desde cedo

A partir de três ou quatro anos de idade já se pode começar a orientar nesse sentido. A orientação pode vir dos nossos próprios exemplos — como o de comprar um picolé de frutas em vez de um sorvete de chocolate mais caro, e explicar que se está economizando para outras coisas.

 

4) Exemplo e prática familiar são fundamentais

Para melhor ensinar aos filhos o equilíbrio financeiro, também será preciso praticá-lo nas finanças familiares. A linguagem adotada no exemplo e na prática é fator importante para que a orientação seja bem sucedida.

 

5) Aprendendo a investir: poupança pode ser primeiro passo

Antes de investir com foco na criança ou orientá-la sobre o tema, os pais ou responsáveis precisarão saber qual é o objetivo e o sonho que se pretende alcançar com essas economias.

Se a criança que será a investidora, sob a tutela dos pais, começar com uma poupança, pode ser uma opção. A caderneta de poupança ensina que existe uma remuneração ao longo do tempo, ou seja, uma recompensa por se estar guardando para o seu objetivo. O intuito, nesse caso, seria mais educacional, para ensinar bons hábitos financeiros (economizar periodicamente) do que de rentabilização.

 

6) Foco se amplia com noções de diversificação, rentabilidade e risco

Se o principal objetivo é o de educar, na medida em que a criança cresce, pode-se ir apresentando outros tipos de investimentos, conforme o entendimento dela for se ampliando. Eles podem ser feitos com pequenas quantias, em produtos como Tesouro Direto, Ações, ETFs, Previdência, etc. O ideal é mostrar que diferentes produtos podem ter diferentes rentabilidades, mas também riscos a serem considerados.